Palestra 28: "As Mil e Uma Noites de uma fábula pra lá de Marrakesh"

De afar (tapete voador), véu de seda e livro das Mil e Uma Noites na mão, deixei Dubai para um passeio no deserto em plena brisa de Nadq, de onde vem a fragrância de Araar.

- Noites da Arábia nos Olhos de Marsinah

Recentemente a Mocidade Independente de Padre Miguel ignorou os 7 mil km que separam Brasil e Marrocos para aproximar a Sapucaí das tradições de Marrakesh, em cima do tapete de Aladdin ou no barco de Simbad, personagens de “As Mil e Uma Noites” que ajudaram a levar o colorido mágico e luxuoso do Oriente para a avenida. O samba-enredo de 2017 era As Mil e Uma Noites de uma Mocidade Pra Lá de Marrakesh, com base nessa temática. 

E não é a primeira vez que as Mil e Uma Noites conquistaram a Sapucaí em pleno carnaval deste ano. O musical Kismet é uma peça teatral em três atos escrita em 1911 por Edward Knoblauch (mais tarde Edward Knoblock). O título é uma palavra latina do original turco e urdu que significa fatalidade ou destino. A peça foi muito popular e teve duas temporadas em Londres. Foi várias vezes relançada e também adaptada para um musical em 1953, levado ao cinema por Vicente Minnelli em 1955. Na versão para cinema (e a mais conhecida), como num conto das Mil e Uma Noites, Kismet - o destino - segue as mudanças notáveis e frequentes na sorte de um poeta malandro, que recebe o controle do harém de Wazir, enquanto finge ajudá-lo a usurpar o poder do jovem califa. É desse musical que vem a mais notável "Stranger in Paradise": No Ato 1 do musical Kismet, a bela Marsinah está vendo o jardim de uma casa que seu pai deseja comprar. O jovem califa, que está disfarçado, já foi atingido por sua beleza de longe e entra no jardim fingindo ser um jardineiro, para que ele possa falar com ela. Ela começa a cantar sobre como o jardim foi estranhamente transformado diante de seus olhos. Ele assume a canção e canta sobre como ele, também, estranhamente sente que ele entrou no paraíso quando ele está ao lado de um anjo como ela. Na música ele pede uma indicação de que ela sente o mesmo por ele. Embora ela sinta um forte empate para ele, ela rompe com a música e lhe faz uma pergunta mundana sobre as flores a plantar. Ele pede a ela para encontrá-lo novamente no jardim ao nascer da lua, e ela instantaneamente concorda. Ele pede a ela para prometer que vai manter seu encontro, e ela agora assume a música, cantando que era o seu rosto que tinha feito sentir no paraíso. Eles agora cantam juntos que estão em êxtase na companhia um do outro e o quanto eles precisam saber dos outros cuidados. 

Assim como Kismet, Sarah Brightman em 2003 lançou Harem, seu álbum conceitual com base nas Mil e Uma Noites. Embora tenha uma inclinação para a sua performance lírica de assinatura, o álbum abrange estilos de dança orientada e up-tempo em consonância com um motivo de comemoração. Em contraste com o clássico estilo de música crossover que enquadrou seus lançamentos anteriores, Harem apresenta uma gama mais ampla de gêneros, explorando estilos musicais relacionados ao mundo, como música árabe e indiana. 

Não acabou, não: em 2010 Kiyoshi Hikawa lançou Bayon Iridescente (虹色のバイヨン  Nijiiro no Bayon), uma música que mistura a atmosfera das Mil e Uma Noites com o clima do nosso cotidiano. Como já expliquei, essa música fez tanto sucesso no Japão que foi indicada ao Japan Record Awards, recebendo um Prêmio de Excelência.

Vamos saber o que é isso?

As Mil e Uma Noites (em árabe: كتاب ألف ليلة وليلة إبله; transl.: Kitāb 'alf layla wa-layla, "O Livro das Mil e Uma Noites"; em persa: هزار و یک شب; transl.: Hezār-o yek šab) é uma coleção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir do século IX. No mundo ocidental, a obra passou a ser amplamente conhecida a partir de uma tradução para o francês realizada em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literatura mundial.

As histórias que compõe as Mil e uma noites tem várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe uma versão definida da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos. O que é invariável nas distintas versões é que os contos estão organizados como uma série de histórias em cadeia narrados por Sherazade, esposa do rei Shahryar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando matá-las na manhã seguinte. Sherazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Ao amanhecer, Sherazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites - as mil e uma do título - ao fim das quais o rei já se arrependeu de seu comportamento e desistiu de executá-la.

De todas as histórias que fazem parte das Mil e Uma Noites, podemos destacar as mais conhecidas: Simbad, Aladdin e A Lâmpada Maravilhosa e Ali Babá e os Quarenta Ladrões.


MARSINAH, A CONTADORA DE HISTÓRIAS DA ERA DIGITAL

Dona de uma beleza mística médio-oriental, Marsinah viaja pelos Países Árabes para conhecer um pouco das Mil e Uma Noites. Lá, ela descobre todos os tesouros preciosos, um oásis no meio do deserto, palácios enfeitados de joias e até os vagalumes - algo jamais visto no Oriente Médio. Até, é claro, conhecer o grande amor de sua vida: seu amado.

E como fazer pra esse lance rolar no maior clima? É simples. Toque sua música favorita (de preferência que tenha tudo a ver com as Noites da Arábia), imagine você no tapete voador sobrevoando o deserto do Saara até chegar ao palácio e... Abre-te Sésamo: você é bem recebida com um tesouro que você acaba de encontrar! 

A fim de descobrir essa fábula pra lá de Marrakesh? Vem curtir!


Fonte: Wikipédia



Aladdin e a Lâmpada Maravilhosa https://pt.wikipedia.org/wiki/Aladim

Ali Babá e os Quarenta Ladrões https://pt.wikipedia.org/wiki/Ali_Babá


Harem (álbum de Sarah Brightman) (em inglês) https://en.wikipedia.org/wiki/Harem_(album)

Bayon Iridescente (Nijiiro no Bayon, hit de Kiyoshi Hikawa) (em japonês) https://ja.wikipedia.org/wiki/虹色のバイヨン



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Palestra 30: "Nas asas do pássaro azul, a alegoria da felicidade em massa"

Palestra 16: "Cinquenta tons de Kama Sutra"

Palestra 20: "Uma amizade que veio do mar"